quarta-feira, 11 de setembro de 2013



CONDOR

Vem, meu condor.
Deixe que eu pegue uma carona em suas asas.
Voe baixo.
Com voos rasantes vamos admirar o trabalho dos homens.
O suor e as lágrimas deles é que me fazem lembrar que são humanos.
Voe e sobrevoe as cidades.
Vamos juntos admirar as belezas.
Vamos assistir a este tempo de olhos abertos.
Depois, meu condor, voe mais alto.
Fujamos juntos do que pertence ao agora.
Vamos embora...
Vou me agarrar fortemente às suas asas...
Fechar os olhos... sentir o efeito do tempo.
Lá do alto não precisamos assistir nada... só sentir.
Condor... ouça... é o meu coração.
Ele acelera. Ele bate pelo mundo, por mim, por nós.
Sinta o tremor de meu corpo.
Estou assustada.
Amedronta-me a altura. Amedronta-me a constatação.
Por que me assusta a amplitude, se sou viajante dos espaços?
Pertenço à eternidade...
Então condor... por quê?
Seu voo é tranquilo, eu sei...
Você é sereno...
Você conhece o coração dos homens...

sonia delsin 

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