segunda-feira, 16 de dezembro de 2013



LEVEZA D’ALMA


Sinto uma paz, uma calma.
Uma leveza d’alma.
Caminho.
Reparo as flores.
Todas.
Se existem espinhos?
Existem.
Fazem parte do caminhar.
Reparo nos pássaros.
Tão felizes a voar.
Reparo no ar.
Existe um perfume que chega a me embriagar.
Abro os braços.
Rodopio.
Sinto um arrepio.
É tua presença que sinto.
Que pressinto.
Pai, eu vivo hoje em dia uma vida tão outra.
Eu vivo esta minha liberdade.
Esqueço de tudo.
Até de minha idade.
E danço em plena rua.
Fico fascinada com a lua.
Se sempre fui poeta agora eu não mais me seguro.
Encontrei meu porto seguro.
Nos braços do infinito.
Nos braços do tempo.
Nos braços deste ser que sou.
Não importa o que vem, o que já passou.
Sinto uma leveza d’alma. Estou calma... estou.

sonia delsin 

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